sábado, 21 de novembro de 2009

História do Dodge no Brasil
  Entre meados de 1967 e 1968 nascia um projeto baseado em modelos americanos da marca Dodge, que utilizava motores V8. Em outubro 1969 é lançado o Dodge Dart, que iria substituir os Esplanadas e suas versões de luxo, as quais já se encontravam um tanto ultrapassadas.

  Os Dodge chegaram para disputar mercado com os Itamaratys, Opalas e posteriormente os Mavericks, em um espaço de mercado logo abaixo dos Galaxies. O Dodge Dart era fabricado com 4 portas, motor V8 de 5212 cm³ e 198 cv. Embora um carro meio pobre em termos de acabamento, e até meio espartano em termos de conforto, foi conquistando admiradores pelo seu bom desempenho, desenho inovador e aparência de carro espaçoso. Mas sua aparência de espaço interno não se confirmava no dia-a-dia, pois apesar de um amplo porta-malas, ele acomodava 5 pessoas de forma normal para o tamanho dele.

  Conforto não era exatamente o que parecia quando se via o carro por fora, inclusive sua suspensão era mais dura que o esperado. Falando em suspensão, houve uma preocupação maior com a estabilidade do que com o conforto, mas que produziu uma suspensão muito boa para curvas de alta velocidade, mesmo dotado de uma grande traseira.

Seu motor era sem dúvida o mais potente e mais confiável da categoria (até o surgimento dos Opalas SS com motor 6 cilindros 250S). O único item a se reclamar é sem dúvida em relação ao consumo de combustível, 4 a 5 Km/l dependendo da disposição do motorista em acelerar e tanque de apenas 62 litros. Chegava-se a uma velocidade de 177 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em apenas 12,6 segundos, números muito bons na época. Quanto ao torque, era abundante, 41 kgfm a 2400 rpm, isso sem dúvida era uma das vantagens de um motor de 8 cilindros, que em baixas rotações e com o carro carregado em subidas, rodava com grande facilidade.

  Mas longe de ser perfeito, um grande problema era conseguir fazer o carro parar, pois seus freios eram deficientes. Dotado de freio a tambor nas quatro rodas, o sistema não dava conta do recado. Mas depois de alguns acertos, foram ganhando mais atenção em acabamento e no quesito segurança. Nos modelos da década de 70 foram lançadas as versões Charger LS e Charger RT, estas sim equipadas com freio a disco, direção hidráulica e um motor de 215cv.

  O Carger R/T foi o esportivo da época, chegando a ser o objeto de desejo de muitos na ocasião. Dotado de teto de vinil, rodas esportivas, detalhes nas colunas traseiras, câmbio no assoalho de 4 marchas e conta-giros, tinha o design mais esportivo e agressivo da família Dodge.

  O R/T, foi um dos carros esportivos mais rápidos atingindo 194 km/h. Já seu irmão o LS tinha algumas diferenças em relação ao R/T seu painel era o mesmo do Dart e dispunha de alguns itens de conforto como bancos individuais, transmissão automática, que faziam dele uma carro mais familiar que o R/T.
  Em 72 surge o Dart SE e no final desse mesmo ano, o Dodge Gran Sedan. O modelo SE constituiu um esportivo mais barato, criado para as pessoas que não ligavam para detalhes de conforto e acabamento.

Ao contrário do SE, o Gran Sedan era feito para um público mais exigente, mas em contra partida suas vendas foram um fracasso. Em 75 saíram da linha de montagem os Dart SE, Luxo, Gran Coupe, Charger LS e Charger R/T, todos na configuração de duas portas. Os únicos sedans que permaneceram, foram o Dart Luxo e o Gran Sedan com quatro portas. Em 76 saem da linha os Dart SE, Gran Coupe e Charger LS.

  Com o fim da linha das versões Dart SE, Gran Coupe e Charger LS, a Chrysler quase se dedicou exclusivamente ao R/T, e com isso surgiram melhorias e novidades. Eles ganharam novo interior, bancos altos com novo desenho, novos volantes e novo grafismo lateral. Em 77 foi reduzida a taxa de compressão e alterações na carburação em busca de uma melhora no consumo de combustível. Em 78 foi o fim de linha para o Gran Sedan.

No mercado ficam somente os Dart de Luxo e Charger R/T. Nesse mesmo ano os Dodge Charger R/T mais uma vez sofrem novas mudanças, tanto em acabamento quanto em detalhes estéticos externos. Uma grande diferença em relação aos outros R/Ts, é que nesse ano foram eliminadas as falsas entradas de ar no capô.

  Em 79 novas mudanças no interior como forração interna, revestimentos acústicos para melhorar o nível de ruído e sua suspensão, que ficou mais macia. O R/T perdeu neste ano o conta-giros. Logo após estas modificações, o governo proibiu a importação de veículos, fazendo suas vendas subirem a ponto da Chrysler lançar duas novas versões, Magnum e Le Baron. Com preços mais altos que o R/T, o Lê Baron era o veículo mais luxuoso da fábrica, produzido somente na versão 4 portas. Já o Magnum era um cupê duas portas com ares esportivos e com inovações inéditas para a época, como teto solar elétrico. Além disso os dois ganharam novo tanque com capacidade para 107 litros, um novo radiador e mudanças no sistema elétrico. Logo depois, com a crise do petróleo a empresa foi vendida para a VW, que em, pouco tempo encerrou a produção dos Dodge e passou a utilizar a unidade fabril da empresa para produzir caminhões.





domingo, 15 de novembro de 2009


Dodge




O Dodge Charger R/T 1978



Dodge Charger R/T 1978 recebe personalização ao participar do programa Lata Velha


Inícia a nova temporada do programa Lata Velha (2007), que conta a história do Aginaldo Vicente, de 33 anos, e seu gosto por Dodge. Desde os seis anos de idade, ele é ligado por Dodge, especialmente o modelo Charger. Aginaldo passou a vida colecionando revistas e miniaturas de Dodges, e há 5 anos conseguiu realizar seu sonho: pegou dinheiro emprestado com todo mundo e comprou um Dodge Charger R/T 1978.

Pegadinha

A produção do programa foi entrevistar Aginaldo dizendo que ele estava no processo seletivo e o levou para almoçar. Quando eles chegaram ao restaurante, o manobrista (da produção) recebeu o Dodge e entregou dois tíquetes para o Aginaldo: um normal e o outro oferecendo serviço de tintura grátis.

Após ser levado para o fundo do restaurante, o Dodge é desenhado na lateral por um grafiteiro, enquanto que Luciando Huck se escondeu dentro do porta-malas. Quando o Aginaldo saiu, ficou revoltado com o manobrista. E então Luciano Huck apareceu e pôs fim ao estresse.

O Dodge era preto, mas Aginaldo pintou de laranja e o batizou de Laranja Mecânica. Todo final de semana ele ficava até tarde cuidando do Dodge, mas o Charger estava longe do estado ideal de conservação. Foi aí que a irmã da Cátia, a cunhada do Aginaldo, resolveu escrever a carta para o programa.

Luciano revela que para ter o carro de volta todo reformado, Aginaldo teria que fazer uma cena do filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", onde Roberto canta "Eu Sou Terrível".

A reforma

A nova equipe acaba de conhecer o seu primeiro projeto pelo Lata Velha. A galera da oficina põe a mão na massa e começa a reforma no Dodge. Aginaldo se esforça no palco do Caldeirão, mas o só na segunda tentativa de cantar é que Luciano anuncia que o Dodge voltará para o dono. Ao ver o Dodge, Aginaldo fica chocado com o resultado.


usaram uma tinta especial, que muda de cor a partir do grau de incidência de luz nela projetada. No porta-malas, uma surpresa: além do potente sistema de som, ele ganhou uma miniatura de seu carro com controle remoto. Foi instalado um DVD player com tela de LCD no painel do carro.

No motor, o blower foi restaurado, aumentando a potência do motor cerca de quarenta a cinqüenta por cento. Foram instalados também rodas de liga leve com design arrojado, e houve a mudança do bocal de combustível por um de competição, no qual foi alterado de lugar.

Há quem goste, e também outros, como eu, que abominam tais modificações em um Dodge. Contudo, podemos afirmar que todo este processo é totalmente reversível, felizmente.


Por: William Furlan


domingo, 8 de novembro de 2009

Encontro de Carros Antigos FSA 08/11/2009

Neste encontro tivemos a participação de 19 Dodges.
E como sempre os melhores...